Sobre
Tarcísio Almeida é curador independente, pesquisador e professor. Trabalha entre práticas artísticas contemporâneas, diálogos curatoriais e processos de aprendizagem coletiva, com uma pergunta no centro: como nós, pessoas inscritas nos regimes de violência articulados pela negridade, experimentamos modos de liberação e liberdade na linguagem?
A pergunta foi formulada nos primeiros encontros dos grupos de pesquisa do Práticas Desobedientes, quando era professor temporário na UFRB, e desde então organiza tanto a pesquisa quanto a prática. Ela atravessa a tese Línguas do Mistério: liberdade cognitiva, direito à forma e linguagens fugitivas, no Centro de Estudos de Cultura Contemporânea da UFMT, sob orientação de Maristela Carneiro. Antes dela, o mestrado em psicologia clínica no Núcleo de Estudos da Subjetividade da PUC-SP, com Peter Pál Pelbart.
Seu trabalho de acompanhamento — de artistas, grupos, projetos e instituições — parte de uma escuta implicada: menos uma ferramenta de mediação, mais um arranjo da presença que sustenta e desvia. Escutar não para curar, mas para sustentar a espessura do que não se deixa reconciliar. Nos processos de criação, isso significa sustentar o gesto, o desejo, o desvio, em vez de apressar o produto.
É fundador e diretor artístico do Instituto Práticas Desobedientes e coordena o Fundo Elixir, em parceria com o projeto Áfricas nas Artes.
- NascimentoIpiaú, Bahia, 1986
- BaseSão Paulo, SP
- TeseLínguas do Mistério — ECCO, UFMT
- MestradoPsicologia clínica — PUC-SP
- GraduaçãoDesign — Universidade Salvador
- InstitutoPráticas Desobedientes — direção artística
- FundoElixir — coordenação
Prêmios
- 2020Prêmio Fundação Pedro Calmon — Centro de Memória e Arquivo Público do Estado da Bahia
- 2013Mobilidade Artística — Secretaria de Cultura do Estado da Bahia