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Léxico

Liberação cognitiva
Estratégias que partem da formalização de processos artísticos e da criação de experiências coletivas para desprogramar traços codificados da expressão. Não se trata apenas de uma reimaginação do mundo, mas da aplicação de ferramentas que transformam radicalmente o próprio sentido de mundo.
Direito à forma
A recusa em subordinar a matéria a um sentido prévio. Diante da experiência estética, abandonar o impulso que submete a FORMA à metáfora, à associação e ao silogismo — e sustentar o contato com a escuridão como campo de incerteza e fabulação.
Linguagens fugitivas
A fuga é antes de tudo um plano: está sempre comprometida com a abolição daquilo que a torna necessária. Na linguagem, aparece como recusa e como fugitividade diante de estatutos predefinidos.
Escuta implicada
Um modo de estar com. Nos acompanhamentos, as propostas não chegam como projetos previamente estruturados, mas como rastros, tentativas, fragmentos — e o trabalho é sustentar o gesto, o desejo, o desvio. Escutar não para curar, mas para sustentar a espessura irreconciliável.
Saídas e saúdes
Não a saúde como norma ou equilíbrio, mas como potência de atravessar o que é sintoma e criar. Uma clínica que se torna clínica não porque diagnostica, mas porque amplia saídas, linhas de fuga, meios de perpetuar a vida.
Estudo indisciplinar
Estudar de modo (po)ético significa sobreviver fugindo sem pausa, sem fim (finalidade) e sem um fim (final). Uma prática que desarticula suas próprias arquiteturas de controle e poder.

Definições a partir de Línguas do Mistério (2025).